O Célula chegou ao fim, nada mais há aqui para dizer, foi bom estar por aqui.
Eu e as minhas mamas, que são estas aqui em cima, desejamos a todos uma vidinha feliz. Com muito álcool e poucas cirroses.
Parece que há coisa de um ano que não ponho cá os pés. Olaré.
Yupiiiiiii.

Olá, o meu nome é a_john e tenho conversas diaramente com pessoas que nasceram depois do 11 de Setembro, do nascimento da Wikipedia e da morte do Escudo.
Continuo a achar que quem perdeu as eleições foi o colar de pérolas da Manuela Ferreira Leite.
Deixar de comer em época de eleições dá cabo de mim. Todos os debates televisivos, cartazes de campanha, e polémicas políticas me apelam aos hidratos de carbono. Uma carga de nervos. Por isso vou-me contentando a roer cenouras cruas com raiva, massacrando o legume e culpando-o de tudo em cada dentada.
Fora este estado de nervos constante, está tudo bem. Não se macem comigo. Deixem-se estar aqui no blog, sossegadinhos, e façam os possíveis para me perdoar a falta de assunto dos últimos 3 meses. Hoje, pesando a poríbição do meu médico de continuar a beber os 5 cocktails diários, servimos vinho verde. Um copinho por dia diz que não faz mal.
P.S. Senhores do Sapo, não pensem que eu não percebi que este destaque é uma intervenção hostil e vergonhosa para me obrigar a voltar a escrever no blog. É um esforço louvavel e tentarei de tudo para não desapontar, mas a minha palavra vale o que vale. Gosto muito de vocês todos, obrigada.
O Patrick Swayze, Deus o tenha, poderá até ter sido o herói dos filmes da nossa geração, filmes que nos movem e que nos trazem recordações e que marcam uma passagem, e tudo isso.
Mas o Dança Comigo é uma mancha de pirosice na minha vidinha de pessoa pequena que também dançou ao som da Tieta. E o Ruptura Explosiva, o que se diz sobre o Ruptura Explosiva, pá? Ponham por favor a mão na consciência e digam-me se não é verdade?
Vá lá, rebenta a bolha. O homem não era nada bonito coisa nenhuma. Lá em casa era conhecido pelo "Marco Paulo dos estrangeiros" e integrava a categoria de pessoas com cara de cozido-à-portuguesa, da qual faziam parte também o David Hasselhof, o dito do Marco Paulo, a Barbra Streisand e a Isabel Angelino antes do fenómeno Benjamin-buttoneano pelo qual passou.




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Há mais categorias, um dia falo delas. A pior é a das pessoas que cheiram a ovo cozido.
Temo nunca ter chegado a ser intelectual o suficiente para alimentar condignamente este blog, de forma a poder ser lido por quem vale a pena que o leia. Temo também não ter ideia nenhuma sobre quem valeria a pena que lesse o dito blog. O que temo mais ainda é não ter conseguido ser uma "Carrie Bradshaw" alfacinha, que gosta de bicicletas e sapatos de salto alto, e artesanato em patchwork, e músicas dos Smiths. Tivesse-me dado para isso, este blog praticamente se alimentaria a si próprio, coisa que suspeito há anos que outros façam.
A vertente cómica da escrita que por aqui passou pecou apenas por muitas das vezes não ser intencional. E por, das vezes que o era, não ter tido gracinha nenhuma. Mas sei (e sofro) no meu âmago, que houve tempos em que me achava piada, o que é meio caminho para que outros me achem também. E hoje, nas internetz, a comédia está toda feita. Só nos resta a nós ir buscá-la e ser congratulados mais pelo nosso sentido de "olfacto" apurado para descobrir comédia, do que propriamente por criá-la.
Entretanto uma pessoa apaixona-se. E as fantasias badalhocas, ideologias cretinas, piadas de ocasião e desabafos desapropriados que subtilmente (às vezes nem tanto) iam escapando pelas entrelinhas do blog, deixam de ser partilhadas aqui, para irem morar a um sítio real, onde naturalmente se sentem melhor. Fica a restar assim um campo ínfimo de assuntos que apetece escrever, pautado sempre por um esforço tremendo em não falar de nós próprios (que-ninguém-está-para-aturar-as-tuas-me
Como todos os anos chegamos aqui outra vez. À nova vida do Célula Estaminal. Espero que ainda aí esteja alguém que me oiça, isto não está tão mal como parece. Pelo contrário.
Nunca na vida estive tão feliz, e isto é muito duro e díficil de lidar.
Retomaremos a emissão logo de seguida.
Não é?

Não há como enterrar melhor uma infância do que a notícia da morte de Michael Jackson. Num momentinho sabemos instantaneamente que o nosso eu pequenino morreu. Vai-se num instante, puff. Os oitentas e os noventas, carregados de ídolos e de hipocrisia, aguentavam-se já por um fio, prestes a transformarem-se numa década de ícones, feita de efemérides estilizadas, acordes remasterizados e cortes de cabelo revivalistas. Os oitentas e os noventas tinham ainda um restício de realidade. Deixaram de o ter.
Os ídolos que julguei não durarem até à minha adultice ainda cá estão, a servir de estandarte de eras passadas e a ganhar a vida. O Leonard e o Stevie Wonder, na minha cabeça, já não estariam comigo à chegada dos 30 (Deus-do-céu, quando o Leonard morrer farei uma semana de luto) e os ídolos em que confiava que me acompanhariam, deixaram-me. Sou de uma geração, desculpem lá começar a frase assim, mas sou de uma geração que sobreviveu ao suicídio do Kurt Kobain. Levantou-se, sacudiu o capote, encarou a merda da vida e pensou "que se foda". Não perdemos um ídolo para o colestrol ou para as drogas e o rock 'n roll ou para seja o que for. Perdemos um ídolo que desistiu. Não é qualquer geração que ultrapassa isto.
Felizmente para mim sempre gostei do Michael. Perdi o Freddy Mercury, perdi o Kobain, perdi o Lennon, "perdi" o Morrison, mas felizmente sempre tive o Michael. Tive o Michael quando era o máximo, quando era esquisito, quando era ainda mais esquisito, quando era "criminoso", quando estava "acabado". Tive e estive com o Michael nisso tido, porque não havia como ele. Porque um dia, a seguir ao Concerto (com maiúscula que é como eram os concertos na altura) no estádio de Alvalade, estive a um metro dele dentro do carro, e consegui sentir o estrelato que dele emanava. Não brinquem, minha gente, era o Rei da pop, o Rei da pop, o Rei desta merda toda.
Há poucos dias apanhei uma entrevista algo constrangedora da Jeanine Garofalo no cada vez mais adorável Jimmy Fallon. A Jeanine Garofalo é daquelas miúdas que eu nunca queria ser mas no fundo queria. Era a amiga opinativazinha e com graçolas nos filmes dos noventas, quem queria ser essa amiga? Mas lá estava ela há uns dias atrás, em 2009 num talk show de uma sociedade que claramente já não era a dela. Eu própria me encolhi um bocadinho ao ouvi-la dizer que não gosta de computadores que acha ridículo o excesso de partilha de informação entre as pessoas (twitter) eas havaianas nos pés das mulheres de Nova Iorque. Mas o grosso da entrevista foi sobre os cuidados a ter com Zombies nos tempos que correm. Com tanta razão. Os Zombies de hoje, dizia, são astutos, resourceful, correm! Correm que se fartam.
E devia ter sido um aviso, ao meu pequenino eu, esta conversa toda da Jeanine Garofalo. Porque vi os anos noventa ali, a acabar. E não me dei conta. Pensei no meu queridoquerido Michael, no que ele ainda havia de nos dar. Na sua tourné nova, no album que prometia, pensei no meu querido querido Michael, que aida vivia agarrado ao talento maior que ele próprio, e que resistia, caramba. Pensei, pensei a vidinha toda, no meu querido querido Michael que contra tudo o que de mau, péssimo, pérfido que lhe aconteceu, fez-nos a todos um favor e não desistiu.
O meu pequenino eu está bem morto hoje, e de súbito ficou-me esta sensação incómoda e infeliz de ser adulta. E o mais triste de tudo é já nem conseguir chorar como chorava.

Esta sexta-feira é especial é vespera do casório mais importante de 2009, data que aguardamos ansiosamente há mais de um ano.
E é com dificuldade que escrevo este post, visto ter acabado de por umas fabulosas unhas de gel (que estimo arrepender-me de as ter posto dentro de cerca de 15 minutos) e estar a escrever que nem uma daquelas senhoras do Bronx de unhas compridas e que comem pastilha elástica de boca aberta.
Daí a foto glamorosa da nossa Linds, de vestidinho roxo (lilás?) quase igualzinho ao meu de amanhã.
Thank God it's casório, fuck yeah vivós noivos!


e dizer às pessoas que fiz uma tatuagem porque sou muito igual a mim própria.
writing
often it is the only
thing
between you and
impossibility.
no drink,
no woman’s love,
no wealth
can
match it.
nothing can save
you
except
writing.
it keeps the walls
from
falling.
the hordes from
closing in.
it blasts the
darkness.
writing is the
ultimate
psychiatrist,
the kindliest
god of all the
gods.
writing stalks
death.
it knows no
quit.
and writing
laughs
at itself,
at pain.
it is the last
expectation,
the last
explanation.
that’s
what it
is.
by Charles Bukowski
from blank gun silencer - 1991

prometo que para a semana actulizo o blog.

*Sexta-feira é um dia feliz. É um dia em que passo (em média) 3 horas a percorrer os resultados do google images para Lindsay Lohan. Por cores. Este estava no vermelho, página 37. Sou uma pessoa feliz à sexta-feira.

O Perez às vezes é tão genial.

Dia 8! O meu namorado vai ser um homem tão feliz!


...e mesmo assim não emagrecer.
Aqui há uns tempos jurei que não ia mais a Alvalade num post apropriadamente intitulado "Não ponho mais os pés em Alvalade". Sou uma pessoa sucinta. Não imaginei na altura, embora já devesse saber que é assim que as coisas são, que do meio da porcaria que era o estado do meu clube ainda havia pessoas (novas, competentes e verdadeiramente do sporting) com vontade e capacidade de o salvar.
Não ir mais a Alvalade, a uma pessoa como eu, é uma promessa que custa muito. Algumas pessoas que me conhecem imaginam, outras acham provavelmente que sou mais uma miúda irritante que diz que gosta da bola para se fazer engraçada aos senhores. Também, um bocadinho. Mas eu cá sei o que gosto da bola, o que gosto do Sporting e sei muito bem também do que não gosto.
O Sporting com que cresci já não era meu, já era do meu bisavô, do meu avô e dos meus pais. Esse Sporting para mim já morreu. Restam-lhe uns avistamentos sobrenaturais e ectoplasmáticos numa ou outra competição de modalidades (as que ainda aparecem) e umas lápides muito honradas que de vez em quando são lembradas. É pena, muita pena, que ninguém ainda se tivesse apercebido que não são os novos, os "jovens" como irritantemente nos chamam, que querem um clube-empresa, despojado de carisma eclecticismo e tradição. É pena que ninguém tenha reparado que não fomos nós que negámos a tradição, que repudiámos a Academia, que fechámos os olhos ao atletismo, ao andebol, ao futsal...
Mas alguém reparou finalmente em nós. Alguém juntou as peças e percebeu que o futuro do Sporting é dignificar o seu passado, e não fazer de conta que não somos um clube desportivo. Abençoado movimento Ser Sporting. Abençoadinho.


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