Sexta-feira, 31 de Março de 2006
Sexta-feira, 31.03.2006
(Educadoras de infância e professoras primárias

É preciso ter uma mente muito saudável e equilibrada para passar o dia todo com crianças e mesmo assim ter uma vida sexual interessante e sensual.
)

Coisinha que não tenho é mente saudável equilibrada, ou não teria eu um blog. Sobre a minha vida sexual ninguém devia ter nada com isso mas eu sou uma fácil(r) e conto tudo: é muito mas muito boa, amén!
A questão pode colocar-se de duas maneiras:
1- Por estar todo o dia com crianças fica-se cansada e com a cabeça em água e sem vontade sexual? Um bocadinho, mas passa.
2- Por estar todo o dia com crianças e partilhar aquela inocência, vestir um bibe durante o dia e assumir uma postura maternal perde-se a sensualidade? Nunca! É uma questão de separar as personagens e viver todos os lados de ser mulher com prazer e imaginação.

Engraçado porém como os Putos sempre estiveram muito à frente nestes pensamentos em que me revejo sempre.


Quinta-feira, 30 de Março de 2006
Quinta-feira, 30.03.2006
Eu lamento muito muito que este blog não seja inteiramente dedicado à senhora São José Correia. Fosse verdade estaria cheia de visitantes satisfeitos. Mas não. Aqui a gaja de quem se fala mais é claramente de mim.
Filhotes, gente de bem, o google também faz buscas de mulheres nuas. Era giro, hã? Bora ir lá experimentar? É que eu fotos dela não tenho, muito menos nua, e com muita pena minha, não conheço a dita pessoalmente, por isso também não vos posso adiantar coisa nenhuma. Não vos querendo deixar insatisfeitos mas deixando, fica aqui o meu obrigadinha pela visita. Sou a Maria João e acima de tudo sou uma fácil.


Quinta-feira, 30.03.2006
Sou uma fácil.


Quinta-feira, 30.03.2006






retirado do PostSecret


Quinta-feira, 30.03.2006
Veio do Manandre e eu respondo a tudo, sou uma fácil.

Quatro empregos que tive na vida
1. Vendedora na Loja Verde do Estádio de Alvalade
2. Assistente de Imprensa no estádio de Alvalade
3. Auxiliar de Educadora Infantil
4. cronista numa revista que ninguém lê.

Quatro sítios onde vivi
1. Miraflores/Algés
2. Campolide
3. quem sabe...
4. ...um dia.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta
1. "Dangerous Liasons", já vai para a vigésima quinta vez
2. "Velvet Goldmine"
3. "Música no Coração" gozem, vá
4. "O Nome da Rosa"

Quatro pratos favoritos
1. Chiken Tikka Massala
2. Cachorro quente com tudo
3. Dourada Grelhada
4. Cozido à Portuguesa

Quatro séries que nunca perco
1. Lost
2. (nunca perdia) X-Files
3. Roma
4. House

Quatro websites que visito diariamente (isto não é para blogs, pois não?)
1. Boing Boing
2. Frescos
3. Defamer
4. Technorati

Quatro sítios onde gostaria de estar agora
1. Em casa a descansar
2. Na "minha" Praia da Altura
3. Roterdão
4. India

Quatro vítimas que se seguem
1. Mana M
2. Sara do Arroz
3. Rit@
4. Exactamente

Foi a emoção do costume. Até logo.


Quarta-feira, 29 de Março de 2006
Quarta-feira, 29.03.2006
tenho para mim que o jogo de ontem não existiu. Não, não estou em negação devido a experiência traumática. Acredito piamente no facto de o jogo não ter existido. A própria luminosidade transmitida no ecrâ da minha televisão que advinha do estádio é claramente característica de um momento e de um espaço que não existe. É ficcional. É uma disputa estranha demais para ser tomada como verdadeira, nem os próprios jogadores perceberam que buraco espaço/temporal era aquele em que estavam, que universo era. Adiante, não quero ser mal entendida. Isto não é rancor, nem tão pouco a mágoa em atecepição que se sente por saber que eles nunca mais se vão calar e esquecer deste dia. Isto é muito ci~entifico e exacto. O jogo não existiu.

Agoniou-me este facto. Agoniou-me ainda mais imaginar-me benfiquista. É triste assistir a um jogo daqueles, sendo benfiquista. É triste ter de voltar a perder vezes sem conta com o Rio Ave ou o Paços de ferreira e ter na memória o não-jogo de ontem e toda a possibilidade que de repente existiu no coração benfiquista. Tivesse sido real o jogo de ontem, fosse o Barcelona a equipa que realmente estava em campo, o benfica tinha realmente jogado bem. Mas o jogo não existiu, e, por isso, o Benfica é a pior equipa do mundo. E eu, se fosse benfiquista, hoje matava-me.


Segunda-feira, 27 de Março de 2006
Segunda-feira, 27.03.2006
Um adeus com carinho à Vieira que se despediu e resolveu ir para o mundo real. Nós aqui no faz-de-conta vamos ter saudades dela.


Domingo, 26 de Março de 2006
Domingo, 26.03.2006
Quem não gosta manifeste-se, mas já sabe que é o costume. Não mexo uma palha para o alterar. Ando com muito bom feitio, nota-se?


Sábado, 25 de Março de 2006
Sábado, 25.03.2006

Se por aí aparecer o senhor que ontem, ao lhe dizer que conhecia a cara dele de algum lado, me respondeu que devia ser por ele ser uma estrela internacional, tenho-lhe a dizer que o facto de ser muito giro e usar óculos fashion não faz de si menos idiota.

Todos os outros blogger presentes na sauna de ontem portaram-se como seres humanos normais, dançaram, beberam e, acima de tudo, deram muitos abraços e beijinhos ao Zé Diogo Quintela que é uma coisa fofa, fofa. (não linko ninguém para mostrar quem lá estava porque em primeiro lugar não conheço ninguém e em segundo lugar eu não sou bufa)

Senhor idiota, identifique-se por favor e marcamos um cafézinho para discutir os problemas adjacentes ao estrelato internacional.


Sexta-feira, 24 de Março de 2006
Sexta-feira, 24.03.2006
Por mais que eu definitivamente aprecie a solidão,
não me importaria, talvez, de passar um bocadinho de tempo contigo. Às vezes, às vezes...

Possivelmente talvez.

.......................................Biórque


Quinta-feira, 23 de Março de 2006
Quinta-feira, 23.03.2006

Há movimentos e rotinas que adquirimos há anos sem fim, sem saber ao certo como os aprendemos e porque raio os começámos a fazer dessa maneira, e que um dia mais tarde voltam para nos amedrontar. Eu passei muito tempo sozinha na minha infância/adolescência. Não é para ter pena de mim (mas se tiverem arranjem-me um emprego), é para perceber que todas as coisas idiotas que julgo fazer muito bem foram provavelmente inventadas numa tarde de domingo qualquer em que estava debaixo da cama. Eu passava muito tempo debaixo da cama. Tinha lá uma arca com livros do triangulo Jota, do clube das chaves e da Agatha Christie, um rádio e muitos enlatados. Eu durante muito tempo achei que o mundo ia acabar assim de repente e que eu tinha de ter enlatados no meu refúgio debaixo da cama porque senão não vivia. Um dia até me chateei com alguém lá de casa e disse que ia sair de casa e fui buscar os enlatados todos. Mas depois dava muito trabalho e voltei para trás toda zangada e fui suspirar a olhar para a foto do meu irmão mais velho. Nunca tive um irmão mais velho, a minha mãe é que me mentia. Eu explico. A determinada altura da minha importante vida (teria uns 6 anos) resolvi pedinchar à minha mãe um irmão mais velho (!). A minha mãe, conhecida por dar respostas à "Pai do Calvin" responde-me prontamente que eu já tenho um irmão mais velho mas não o conheço porque está na tropa. E ia sempre buscar a mesma foto: uma foto dela com um macaco bebé ao colo vestido com uns calções e uma t-shirt. Depois era o costume: eu chorava e dizia que aquilo era um macaco ela respondia que o que ele era é muito peludo. Ser filho único é muito triste. E então lá ia eu toda zangada com o mundo olhar para a foto do meu irmão Manel de cada vez que a vida me corria mal, imaginando quando é que o raio da tropa acabava e se ele já tinha rapado os pêlos. E punha-me a inventar maneiras de apertar os sapatos. Eu não sei apertar sapatos como as pessoas normais, e o pior é que tenho andado a ensinar os meus alunos a apertar sapatos da maneira "errada" e depois os pais queixam-se. E fazer contas, não sei fazer contas de multiplicar.
A coisa complica-se nas tarefas domésticas. Inventei uma maneira de cozinhar de meter asco mas que tem funcionado bem e que implica muita coisa doce misturada com amarga com salgada e tal. Uma badalhoquice, mas para quem cresceu a mastigar caldos knorr enquanto lia as revistinhas da Mônica isso não é nada. Ou a comer sal da máquina. Lá está, nesta a culpa é da minha mãe também. Depois de me ver a rondar o sal para a máquina com vontade de o provar resolveu encher-me uma colher de sopa cheia de sal da máquina e disse: prova, é muito bom, sabe a banana. Bonito ersultado, esse. Depois de cozinhar (uns 3 dias depois, geralmente) lavo a loiça. Eu lavo a loiça muito bem, ela fica limpinha. Deixo a água correr, esfrego bem com a esponja impregnada de fairy e pronto. Ontem disseram-me que eu não sabia lavar loiça. Incrível. Ao que parece o resto do mundo primeiro passa por água, depois passa por detergente e só depois é que tira tudo e põe a escorrer. Essa história de "passar" tudo por água e tal irrita-me. Também não sei usar bem cotonetes nem cortar bem as unhas dos pés. E tenho dificuldades em vestir collants de lycra porque não os enrolo todos, visto como se fossem calças, acho eu, e ponho desodorizante só depois de estar toda vestida.


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Quinta-feira, 23.03.2006
Obrigada pela simpatia à malta que me tem linkado ultimamente: Um Amor Atrevido que pelo que vi escreve o que me apetece muito escrever de vez em quando; o Blog da Coccinella que partilha a minha paixão pelo Sayid; O Pêndulo de Foucault que se põe a pensar nas coisas e na beleza delas; e o Pausa Para Café que já merecia o agradecimento há mais tempo mas que só agora é que me deu para isto.

Se algum de vocês me quiser arranjar um emprego também agradeço.


Quarta-feira, 22 de Março de 2006
Quarta-feira, 22.03.2006

Vou contar tudo, agora vou contar tudo que já não me aguento no collant tamanho dois. Ando maluquinha com o Lost, maluquinha. Cheguei a jogar no euromilhões esta semana com a treta dos números o que é estúpido por tantas razões que nem vale a pena explicar. Mas história dos números e do suspense todo e o nervosismo que sinto quando vejo cada episódiozinho religiosamente é só para enganar. De quem eu gosto é do Sayid. Que tem o tom de pele perfeito, os ombros perfeitos e o cabelo comprido perfeito. Ontem até se me deu uma coisa porque vi o Sayid e logo a seguir deu a infinita lamechice dos tempos modernos que é o Pacinte Inglês, mas que, enfim, tem o Sayid. Que também se deve chamar Sayid no filme e mesmo que não se chame não interessa, porque ele lava os cabelos ao ar livre com um balde de água e eu estremeço dentro do pijama. Mas vou contar tudo à mesma, e não tem nada a ver com isto. Eu entretanto sonhei com o Sayid outro dia, mas não conto. Eu sonho muito, ou lembro-me de tudo, é uma chatice. Porque depois conto às pessoas, e acho que não deve haver coisa mais entediante no mundo que ouvir outra pessoa a contar a treta dos sonhos. O que ainda por cima geralmente revela coisas sobre a pessoa em questão que outros não deveriam saber, uma chatice. Como quando uma vez conheci o Zé Pedro dos Xutos e lhe disse que tinha tido um sonho erótico com ele. Uma chatice.
Bom, o que eu queria dizer é que tenho escoliose. Isto é muito importante, ter escoliose. Passa-se imediatamente para o lado dos outros. Os outros que já se têm de preocupar com os anos que aí vêm, uma coisa que me deprime sobremaneira. E pior, não posso dizer aos meus alunos de 3 aninhos quando têm um dói-dói e essas expressões imaturas que eles usam, que não os posso pegar ao colinho e dar um mimo porque a minha escoliose agora até está bem mas se a Maria João esticar a corda daqui a uns aninhos a Maria João vai estar acamada a borrar-se nas fraldas porque não consegue mexer a porra da coluna que é mais torta que o feitio dos estudantes franceses. Eu não costumo falar na terceira pessoa à jogador da bola, mas com eles de vez em quando falo porque me dá um certo gozo esbugalhar os olhos e abaná-los e dizer - a Maria joão esteve 6 anos na faculdade de direito para te estar a limpar o rabo, não é giro?!!!
Além disso já não posso ser aeromoça. Eu queria muito ser aeromoça porque me dizem que as aeromoças são extremamente papáveis. Eu uso mais a palavra Camável, mas acho qeu para senhoras não fica bem, é melhor nos homens. Por exemplo: o Sayid é altamente camável. Fica melhor do que: a Alexandra Sofia é camável.

Preciso tanto de um emprego.


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Terça-feira, 21 de Março de 2006
Terça-feira, 21.03.2006
Dia Mau

Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim

Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu
para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

Eu sei a tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói

Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado o travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia

Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pé não descolam do chão

Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão

É só mais um dia mau


.....................................Ornatos Violeta, para o Lipe mais Lipe.


Segunda-feira, 20 de Março de 2006
Segunda-feira, 20.03.2006
Primeiro uma pessoa senta-se ao computador, liga o messenger e vê quem está. Diz-se olá a quem de direito. Ocasionalmente vêm-nos falar pessoas com quem não nos damos há já uns tempos. Dizem olá e passam logo para a seguinte frase: "Descobri aqui um Etíope filho da puta, tu ouve-me isto!"
Resultado? Mulatu Astatke. E não é que o FdP do etíope é mesmo bom? Broken Flowers, lembram-se da banda sonora do Broken Flowers?...


Quinta-feira, 16 de Março de 2006
Quinta-feira, 16.03.2006
...será? Tenho um traumatisto ucranianio, não acerto com nomes do leste.


(por favor não me deixem fazer estas piadas, a sério, revoltem-se)


Terça-feira, 14 de Março de 2006
Terça-feira, 14.03.2006
E de repente reparei que escrevi Milosevic mal umas três vezes. É como o Zaovic, Zaovic. Era giro quando tinha barba, de vez em quando. Mas tinha aquele ar de rufia do leste e além disso a minha mãe não aprova que eu goste de gajos que não sejam do sporting, por isso não teria futuro. Pronto, era só para dizer que reparei no erro mas não vou lá emendar porque agora não me apetece, o post também não é assim nada que valha a pena.
Olha, o rato já mexe!


Sábado, 11 de Março de 2006
Sábado, 11.03.2006

Em 1998 formou-se na Sérvia um movimento juvenil de resistência ao regime dictatorial do seu país, a OTPOR. Composto apenas por membros de uma geração muito nova, a OTPOR serviu-se de slogans cativantes, grafitis e ideias frescas e actuais para combater o pior inimigo da Sérvia de Milosevitch: o adormecimento e marasmo dos cidadãos. As frases pintadas nas paredes eram dotadas de comédia, sarcasmo e inteligência suficiente para acordar as mentes do povo sérvio e dar início à luta. A luta, essa, foi sempre feita por palavras e incentivos, liderada por este grupo de pessoas na faixa dos 20 anos de idade.

Em 2000 a MTV premiou-os com o Free Your Mind Award, antecipando os bons tempos que se adivinhariam. No mesmo ano, graças à OTPOR, Milosevitch seria destronado e posteriormente sentar-se-ia no banco de réus do tribunal internacional da Haia.


Hoje, em França, os estudantes revoltam-se contra o novo código de trabalho que lhes retira o direito a pagamento nos dois primeiros anos de emprego. Uma prova de que, mesmo em regimes democráticos, ainda há pelo que lutar. O resultado foi violento e nada bonito. Nunca nos lembramos que os franceses têm realmente muito mau feitio.


mais sobre a OTPOR


Sábado, 11.03.2006
Vou só deixar isto aqui num cantinho para o fim de semana e já cá venho buscar. Shhhhhhhiiiiu.





em>Oh great creator of beings, grant us one more hour to perform our art and perfect our lives.</em>


Quinta-feira, 9 de Março de 2006
Quinta-feira, 09.03.2006
E aí sim dêm-me os parabéns e flores e tudo que eu aceito.


Quarta-feira, 8 de Março de 2006
Quarta-feira, 08.03.2006


Ali Farka Touré foi o guitarrista africano mais aclamado pela crítica internacional, gravou juntamente com grandes nomes e fez umajunção da musica tradicional do Mali (a sua terra natal) com o Blues. Ali Farka Touré nunca teve aulas, nunca niguém lhe ensinou nada, nunca precisou de aprender. Foi sempre um auto-didacta e é se calhar essa a característica que mais aprecio nele.
Morreu segunda feira, durante o sono. Para trás ficam albúns como o Talking Timbuktu, gravado com Ry Cooder, e a excelente musica Ai Du que ainda ponho a tocar ao acordar. Não a consegui encontrar, ficam com este African Blues.


Terça-feira, 7 de Março de 2006
Terça-feira, 07.03.2006
Tenho uma colecção de CD's que, penso eu, deveria fazer inveja a muita gente. Tenho a casa decorada com algumas peças de design carérrimo e uns posters nas paredes que me duraram anos a encontrar e são verdadeiras relíquias. Tenho um compêndio dos meus (quase todos) filmes preferidos em dvd, carradas de preservativos numa caixa que diz TEA e imensa roupa gira no armário que era para ser temporário há 2 anos atrás. Uns candeeiros super-fashion, uma vista linda para a ponte e as amoreiras, uma colecção de óculos escuros e muitas outras coisas facilmente cobiçáveis. Mas de que é que têm inveja?... O que me pedem emprestado sempre que cá vêm os meus amigos/as?... Isto:



Terça-feira, 07.03.2006
No dia internacional da mulher dão-nos os parabéns por quê?


Segunda-feira, 6 de Março de 2006
Segunda-feira, 06.03.2006
LÁ-BI-O LE-PO-RI-NO (leporino, leporino, luna, é leporino, obrigadinha)


Segunda-feira, 06.03.2006
Enquanto o Blogger me troca as voltas e não consigo aceder ao blog vou tratando do post dos óscares que tem de ser feito, não descurando o importantérrimo post que está mais abaixo se deus-nosso-senhor-quiser e isto não tiver ido tudo com os porcos, apesar da minha paranóia me dizer que o que aconteceu foi que escrevi tomates mais que uma vez e os senhores do blogger resolveram-me censurar. O que afinal vem a provar que o senhor que estava na Almedina na sexat feira tinha razão e existe realmente censura na blogosfera. Ai que me perco.

Como filha do pai que sou desde os 6 anos que vejo sem falta todas as noites de óscares. Fico numa excitação ridícula, faço carradas de comida, chamadas para toda a gente sem conceber que alguém não queira ver os óscares e acabo sempre por juntar malta que está preparada para a festa até perceber que no fundo a cerimónia é uma seca e que eu levo aquilo tudo demasiado a sério e saem assim mais ou menos no prémio de melhor banda sonora original depois da visão aterradora da Dolly Parton e a sua prateleira de mamas sintéticas. O Red Carpet este ano foi o que se esperava. As pirosas das americanas ainda não perceberam que se nasceram loiras, brancas e esquálidas não devem usar cru, beige, branco ou qualquer outra cor da família com o perigo de parecerem que morreram e ninguém as avisou. Dentro do piroso a Salma Hayek estava um estrondo de boazuda, amei. Uma coisa triste nestas noites de óscares contemporâneas é que se deixaram de ver algumas figuras clássicas para ficarem só os cadáveres. Julia Roberts, Richard Gere, Clint Eastwood, Tom Cruise, a Jolie??... Triste, triste. Ficam só as vedetinhas ex-dawson's creek e a malta que já passou de prazo e o único gajo que vale a pena ver a noite toda é o grande Jack Nicholson e os seus ever so sinister óculos escuros.

(Robert Altman ajudou a fazer descer à terra o bando de estrelas que o assistiam e nós, em casa, embasbacados com todo o glamour. Fazer filmes, disse, é como fazer castelos na areia. Juntam-se uns amigos, bebem-se uns copos e faz-se um castelo ali na praia. Depois é ver o mar a vir e cada onda que passa leva-nos o nosso trabalho até ele não existir mais. E, tal como os filmes que faz, esses castelos ficam na nossa memória, e nada mais. E é esta caracteríistica do cinema, a sua efemeridade que muitas vezes nos esquecemos, e que foi tão brilhantemente exposta n'A Sombra do Vampiro de E. Elias Merhige e que a muita gente passou ao lado.)

Ninguém mereceu óscar a não ser o Phillip Seymor Hoffman, mas também não vi mais filme nenhum ainda por isso estou céptica. Parece-me no entanto que a puta-da-gueisha não devia merecer seja o que for e que mais valia os larilas das vacas terem ficado com prémios técnicos para não sairem de lá a fazer beicinho. Mas isto nada interessa. O que interessa é o Jon.

O John Stewart esteve tão bem, tão bem que... que por momentos me deixou de fazer sentido ver os óscares, tal foi a ridiularização que fez de hollywood, deles próprios e da américa em geral. Os sketches de "campanha" dos actores estavam geniais e a piada da Bjork (Bjork couldn't make it because as she was trying on her dress Dick Cheney shot her)foi das coisinhas mais engraçadas de sempre. Stewart é um querido delicioso que apetece apertar as bochechas e agradecer por voltar a trazer o glamour cínico ao kodak theatre e tirar de lá o Chris Rock que gritava que se fartava. Umas palmadinhas no rabo da academia com luva branca("let me just say this: Three 6 Mafia: one oscar, Martin Scorcese: zero" ) e uns pontadas de humor anti-sociedade americana que vos deixo para o final:
"I'm from New York and I've been here a week and a half. A lot of people say this town is too liberal. Out of touch with mainstream America. A modern day beachfront Sodom and Gomorrah. A black hole where innocence is obliterated. An endless orgy of sexual gratification and greed. I don't really have a joke here...and I just thought you should know a lot of people are saying that."

Capote showed the world that not all gay people are virile cowboys - some are actually effete New York intellectuals.



"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill

mariajoaoso (arroba) gmail.com
 
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