Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Terça-feira, 25.12.2007

A consoada foi regada a wiskey e cópias do Rio das Flores a passar de mão em mão. A sobremesa foi um bolo-receita-secreta-da-minha-avó-que-depois-de-morta-lá-se-descobriu-escondido-a-sete-chaves, e que acabou por resultar num perigo do caraças por ter bocados de vidro da travessa que o trazia e que se partiu sem ninguém avisar os restantes. Ao mesmo tempo que o meu pai e o meu tio sangravam da boca sem com isso conseguirem de parar de comer o bolo, que estava realmente  muito bom, alguém se lembra de que ainda não tenho carta de condução, não tenho elevador na minha casa num 5º andar, e que ninguém naquela sala gosta da minha gata. Uma delícia.

 

O almoço de 25, por sua vez, foi passado num restaurante chinês, porque sim.

 

 

A minha família está a precisar de bebés ou  de velhinhos. Urgentemente.




Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Segunda-feira, 24.12.2007

John Coltrane - My Favourite Things




Segunda-feira, 24.12.2007

 




Domingo, 23 de Dezembro de 2007
Domingo, 23.12.2007

I'm dreaming of a white Christmas.




Domingo, 23.12.2007

Santa Claus is coming to town

 

(He sees you when you're sleeping,

he knows when you're awake,

he knows if you've been good or bad,

so be good for goodness sake.)




Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Sábado, 22.12.2007

Have yourself a merry little Christmas.




Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Sexta-feira, 21.12.2007

Estes intelectuais de direita que agora andam todos de pau feito com a história do Sarkozy e da Carla Bruni, o Gainsbourg e a Birkin da geração estúpida, como se tivessem um orgulho depravado em ter sido um deles, um dos escroques brutos e com ideias antiquadas e firmes, a conseguir seduzir uma miúda gira e de esquerda, que canta ums coisas cute & sexy , que pode pregar aos quatro ventos ideias liberais ou comunas, mas que no fundo no fundo gosta é de levar com ele à bruta, e nós é que sabemos dar-lhes isso... irritam-me.




Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Quinta-feira, 20.12.2007
 The Top 5 things I love about you songs

 

 

O primeiro som das baquetas a baterem uma na outra promete um ritmo que incita a dançar mas que afinal pede um descanso - vem aqui, dizem, senta-te ao meu lado. A guitarra marca três notas definidas para as espalhar logo de seguida, define o seu espaço, entra na sala e assume a posição. Mas logo deixa que os olhos, e a voz, e as palavras se arrastem até que o som que embala o corpo da música se deixe estar, languido e libidinoso.

 

 

 

O baixo, o baixo... O baixo é simples e comanda. Deixa que a guitarra minta e diga palavras doces, mas manda nas mãos, e nas pernas, até consguir ganhar o controlo do espaço que já conquistou. O baixo sabe o que quer, mas o resto dos instrumentos disfarçam a sua vontade. E os pratos continuam a deixar-se tocar, repenicados e com uma vontade imensa de progredir, deixando ainda assim ser controlados por onde a música quer ir.

 

 

 

A voz é como se não existisse. Suplica, geme, suspira e deixa-se levar sozinha por onde não quer ir. Mas ninguém lhe está a prestar atenção. Até um momento. Até ao momento em que finalmente, depois de tanto se queixar, faz uma afirmação. Your love is Like a Drug e toda a sala está agora enebriada. A guitarra meneia e balança, saltitanto numa ou outra nota, para se mostrar viva e consciente, mas sabe que já está alterada. 

 

  

 

Depois da viagem, do calor, e do cheiro a pele que impregnou a sala, o que mais fica da música, quando o som já não existe, é que sabemos que não acabou. Ninguém sabe como esta musica acaba.




Quinta-feira, 20.12.2007
O visitante vinte mil faça o favor de se identificar.


Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Quarta-feira, 19.12.2007
O Natal não é mais que um deadline.


Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Segunda-feira, 17.12.2007

Aos queridos visitantes que vieram cá ter hoje através do maravilhoso-e-no-entanto-um-bocadinho-embaraçoso-destaque-que-vai-desiludir-muita-gente-porque-este-blog-não-fala-propriamente-de-genética, um grande bem-vindos!

 

Puxem uma chaise-longue, e façam-me o favor e a honra de explorar os desvarios vários que  foram produzidos ao longo da vida deste blog. Hoje estamos a servir absinto, é uma boa bebida para uma segunda feira de manhã.

 

**Senhores do SAPO, obrigada, pá.




Sábado, 15 de Dezembro de 2007
Sábado, 15.12.2007

Esta história de termos de inserir as coisas em gavetas de temas, para podermos dizer ao resto do mundo que havia umas 4 ou 5 ideias que queriamos transmitir e que por acaso são umas 4 ou 5 ideias que podem servir de recipiente para uns outros 20 posts que também vão falar dessas ideias, é muito gira. A grande utilidade que vejo nesta ferramenta é podermos iludir o leitor em pensar que somos pessoas organizadas. Muito útil. Servirá também, para mim, como uma forma de o leitor compreender com que personalidade estarei a escrever nesse dia. Dá muito jeito, a história dos Tags para pessoas um bocadinho esquisofrénicas.

 

Pretendo utilizar esta ferramenta muitas vezes, mas provavelmente vou-me esquecer.




Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007
Sexta-feira, 14.12.2007

 

Há dias em que uma pessoa acorda sem capacidade de escrever. Nem é vontade (eu vontade tenho muita e passo o dia a cagar sentenças, como faço desde que aprendi a falar), é mesmo uma total trapalhice para arranjar palavras adequadas àquilo que se manda cá para fora. Como se pode ver por esta minha última frase, que demorou uns 8 minutos a ser construida, hoje é um desses dias. E calha mal. Porque precisamente hoje resolveu-se (os astros, os santinhos ou simplesmente a boa vontade de pessoas trabalhadoras - que não eu) que seria o dia em que o Célula Estaminal chegaria a terras do SAPO.

 

Grande parte da minha incapacidade de escrever advém da total incapacidade de me conseguir concentrar. Agora mesmo, assim que acabei de escrever o parágrafo anterior, levantei-me da cadeira, fui buscar umas folhas A4 ao outro lado de escritório, voltei, sentei-me outra vez ao computador, e retomei um relatório que tinha deixado inacabado, vá-se lá saber porquê, às 11 da manhã. O que acabou por levar a desconcentrar-me do relatório e descobrir que estava a meio dum post. E já que estamos neste tema e eu que me conheço bem, vou só deixar aqui uma note-to-self para quando estiver em casa a ler isto outra vez: vai acabar o relatório.

 

Impõe-se agora assinalar a efeméride, neste parágrafo precisamente, e fazer as devidas saudações. Este blog, que me é muito querido, não tem nenhum propósito nem utilidade. Tem dias, semanas e meses em que é um pepino e, muitas vezes, não tem gracinha nenhuma. Mas por ser assim defeituosozinho é que gosto dele, e por ser tão decadentemente imprevisível é que continua a existir. E a partir de hoje continuará a existir mas com muito mais estilo. Facto, facto, factozinho, é que se deve ao SAPO, à  Maria João Nogueira (uma fixe com um nome lindo) e ao Pedro Neves (um talentoso paciente) esta linda obra que se vos aparece à frente nos olhinhos.

 

Obrigada.

 

Acho que todos deviamos ter um SAPO.




Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Quinta-feira, 13.12.2007



Sábado, 8 de Dezembro de 2007
Sábado, 08.12.2007
Ninguém mais acha que oferecer um picador de gelo a uma mulher bonita uma péssima ideia?


Sábado, 08.12.2007
Nem sempre tinha desejado ouvir as palavras da boca de alguém. Teve, aliás, relações várias em que até desejaria ter ouvido menos as ditas palavras. Teve relações em que um “cala-te e despe-me” era a reacção mais habitual ao ouvir as palavras, a palavra. Para mais o hífen irritava-a. Deveriam ser duas palavras. Tenho este sentimento, e é por ti. Assim, separadas. Para se saber ao certo de que sentimento estamos a falar e de que pessoa estamos a falar. Porque o hífen tirava peso às duas.

E nunca um “amo-te”. Ama-se muitas coisas, muitas pessoas. O amor não tem assim tanta importância, dar amor não é assim tão difícil. Ela, por exemplo, tinha amado todos os homens com quem se tinha deitado. Todos sem excepção, até os que não lhes sabia o nome, os que via umas noites depois e não reconhecia se tinha estado com eles ou não. Amou-lhes as coxas, o cabelo, a boca, as mãos. Amou-os nem que fosse por um segundo, e eles sabiam. E tinha sido amada também. Tanto que fazia dela uma pessoa pior. O amor faz monstros de nós todos.

O que importava era o outro sentimento, aquele que nos põe no pedestal. Aquele que diz: deito-me aos teus pés, olho para o teu corpo nu e tremo só de pensar em tocá-lo, por não o merecer, por não querer estragar a beleza que guardas, apesar de estarmos no chão da tua casa desarrumada e porca e com a casa a cheirar a sexo e velas. Apesar de te amar uns segundos do dia e odiar-te nos outros, de te achar maluca, de te achar genial, de não te suportar e não te largar, apesar de tudo isso eu sinto isto por ti.

Nem sempre desejou ouvi-las por transportarem com elas uma responsabilidade que não queria ter. Mas hoje sente que precisa delas. Não, que raio, que as merece. Sente que não acaba este dia sem que ele as diga ou ela morre. Falta-lhe o ar, falta-lhe fôlego para inspirar o fumo do cigarro. Falta-lhe calma e temperança.

De repente o telefone vibra no colchão ao seu lado. Pega no objecto e sente um amor por ele. Ama o telefone (o amor é fácil), o telefone não a desiludiu. Recebeu um sms.

“Censo-te”.


Sábado, 08.12.2007

Que tal first we take Lisbon, then we take Paris?


Sábado, 08.12.2007
Nascida e criada em Portugal, corria-lhe a saudade no sangue, e a calçada portuguesa, e os caracóis em Julho no quintal dos pais, e as brincadeiras de miúda no bairro onde todos cresceram para ser gatunos um dia. Mas essa natureza, de ser portuguesa, é uma condição e não um sintoma. É uma doença em remissão, que um dia nos lembra estar lá e não deixa ser notada muito tempo. Até porque a sua vida era tudo menos fado, era uma canção da Erykah Badu, era um jantar indiano, era um filme de Woody Allen, era por vezes também, um livro de Direito.

Era já tudo isto, em potência pelo menos, até o conhecer. Ele, do outro lado de mares, ou mesmo daqui ao lado. Ele, nascido e criado para ser daqui, mas sendo dali. Ele guarda uma qualidade preciosa. Ela também. E descobriram que guardam a mesma qualidade, como um segredo que mais ninguém sabe. E cultivam-na e alimentam-na e, sem querer mesmo transparecer, mostram ao resto do mundo o que é ter essa qualidade domada e saber usufruir dela. A sensatez. Não, com maiúscula: a Sensatez.

Não basta negar que somos de mundos diferentes, ignorar que os percursos de 26 anos de vida foram diferentes. Não serve de nada desprezar uma herança e uma cultura e uma identidade, e dar as mãos todos juntos como se todos nós fossemos um só. Não somos. E a Sensatez foi o que fez. Soube cuidar das suas vidas, dar-lhes uma razão e um objectivo para se manterem únicos, e juntos. E soube juntá-los na altura certa e soube também cuidá-los, para que as suas vidas fossem preenchidas pelo que mais gostam e por quem mais gostam à sua volta.

A Sensatez quis também que quisessem guardar-se um ao outro. E, como é característico da Sensatez, no sítio certo e na altura certa, um dia, vão pertencer um ao outro. E nós, manifestantes anti-globalização de cartazes na mão, vamos engolir as palavras de ordem e verter uma lágrima por eles.


Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Terça-feira, 04.12.2007

Be right back after the jump.


Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Segunda-feira, 03.12.2007

Há um sabor trágico no ar, nestes dias, e eu só consigo sorrir. A tragédia gosta dos tolos, que se há-de fazer?


"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill

mariajoaoso (arroba) gmail.com
 
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