Sábado, 31 de Maio de 2008
Sábado, 31.05.2008

 

It doesn't get much more beautiful than this, you know? Life and all this shit. Nights don't get any greater, stages don't look any more appealing, voices don't sound more heavenly. I'm genuinely sorry I didn't get to see you yesterday. Not live anyway. I would have gladly payed the bloody 60 euros and put up with all the nasty happy-jumping people that sang before you. I would have, Amy. But you get it, don't you? Blimey! What the fuck were you doing there? Playing for thousands that sing the lyrics by heart. What the fuck does that matter? Really, Rock in Rio?

 

When you are singing, one doesn't sing back. We take a sip of our rum, smoke a puff or two and sink it in. We know you don't bloody care who knows the lyrics. They're yours. And you're the one who feels them, who dies a thousand times on stage, whose tears dry because you forgot the reason you cried. You're suffering is not our business, it's our entertainment. your Blake incarcerated is our reality show. And you know we eat it up. And you pretend not to fucking care, but you keep on feeding us.

 

Stop doing that. Sod it, stop making records if you want. Stop feeding us the shit we want and just keep singing and fuking yourself up, and grabbing your skirt up as if no dress was ever short enough for your stage legs. Because nobody will ever understand it anyway. Ever.

 

Jim Morrison did ok, he died early, that was his conquest. And Billie got away with it because of, well, everything. Why shouldn't you? Am I the only one that hears Billie in your  voice? That sees it in your fate? Am I the only one who feels fucking blessed to live in your era?

 

It is just so unbelievable to hear every single note, every single variation, to see every muscle on your face feel exactly how the song should. And to expect disaster every time you open your mouth, and receive the blissfull words of pain you sing from your fucked up and beautiful soul.

 

Let them ask for their money back, and scream your name like you were Avril Lavigne, and be disapointed and mad at you, and let them be bloody judgemental. They want to take the good and leave the bad. They want what money pays, and not what really exists. They want to call you the "most talented voice of this year", and deny understanding where you are comming from. They want you wraped up in a neat package, with all the ugly on the side. They don't want you, Amy, they want the show and the cute litlle song to sing to.

 

Amy, Amy, Amy. You are fucking perfect.




Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Quinta-feira, 29.05.2008

Os meus 7 votos (sete!) não me valeram de absolutamente nada. As minhas tentativas de, um a um, tentar esclarecer todo o bom sócio da grande borrada que estava disposto a aceitar e ainda agradecer o que lhe impingiam, foram infrutíferas. Nem mesmo quando, já a horas adiantadas e de cabeça louca e doente, me pus a gritar "ladrões" e "aldrabões" aos senhores que os tais bons sócios se dispuseram a eleger, nem mesmo aí me serviu para alguma coisa.

 

O resto do património do Sporting Clube de Portugal (tem de se escrever tudo muito certinho, não vão as pessoas confundir a palavra Sporting com o que é hoje a SAD) deixou ontem de estar nas mãos dos sócios para passar para as mãos dos accionistas. A Academia de Alcochete, bandeira usada por estes senhores para justificar muita merda que se tem feito, será vendida a preço de custo à SAD, que fará dela o que bem entender a partir saí.

 

Tenho reminiscências de conversas de um passado recente que me assolam o espírito. Re-mi-nis-cên-ci-as, pessoal!

 

-Mas ficamos sem modalidades?

-Sim, mas temos sempre a Academia, o diamante em bruto do Sporting que nos dá muito prestígo.

 

-Mas agora vendemos os terrenos, é? É preciso?

-É sim senhor, que estamos muito mal. Mas temos sempre a Academia, o diamante em bruto do Sporting que nos dá muito prestígo.

 

-Agora este dinheirinho todo do património é para pagar tudo aos senhores dos bancos, não é?

-Pois, não sei. mas olha este jogador fantástico que temos aqui para ti, e já agora olha que giro que é este cartão de sócio novo com o símbolozinho do BES no canto. E além disto tudo temos sempre a Academia, o diamante em bruto do Sporting que nos dá muito prestígo. 

 

Os senhores que lá estão continuam a dever-se todos esquisofrenicamente uns aos outros, e aos bancos então devemos todos! Mas agora, ossana! Temos sempre o dinheirinho da Academia.

 

Dinheirinho fixe para comprar jogadores de qualidade como nos últimos tempos têm sido, dinheirinho fixe para injectar na SAD, dinheirinho muuuuito fixe quando o cêntimetro quadrado em Alcochete custar mais que as chuteiras do Purovic, por exemplo.

 

Não ponho lá mais os pés, estou-me perfeitamente nas tintas de quem joga com quem, nem quero inadvertidamente decorar um nome de um jogador do meu clube. Os queridos credores/devedores/esquisofrénicos/accionistas/sócios que mandam naquela empresa (sim, empresa) que peguem no dinheirinho fixe deles e paguem a pessoas para ir bater palmas ao estádio. Comigo já não contam.

 

 




Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Quarta-feira, 28.05.2008

@halacoisamaillindaquealinguaportuguesa.gov.pt

 

Se há coisa que me faça voltar a blogar é este nervo pelo país que me assola de quando em vez. Sobre este assunto corro sérios riscos de mais alguém se deixar irritar comigo por uma palermice que escreva no blog (it's a blog, people, just freekin' relax), mas como é tudo boa gente, pode ser que isto ainda gere uma discussão a um jantar.

 

(Entretanto por falar em jantar, nunca por nunca decidam tomar uma refeição, comprar tabaco, pedir um guardanapo, ou usar a casa-de-banho de um restaurante chamado Lisboa Italiana, ou coisa parecida. Ao lado da ginginha no bairro, pronto. Foi um fisco tão grande a que 15 pessoas se propuseram que não houve bom tema de conversa, alcool ou cortar na casaca alheia que salvásse a refeição.)

 

 A notícia, li-a há cinco minutos se tanto, é do público. A manchete dita assim: MNE passa a usar endereços de e-mail em inglês e os diplomatas não estão contentes.

 

O que isto quer dizer na prática é que os endereços de email dos diplomatas portugueses vão finalmente ser uniformizados num só endereço, como um Gmail, e não terá mais de acontecer o inacreditável que era alterar o domínio de email de cada vez que um membro do MNE era colocado fora do país. Portanto em vez de uma katiasoraia@tin.it se a Kátia Soraia estiver na Argélia,e uma outra katiasoraia@mne.gov.pt quando a Kátia Soraia estiver em Portugal, a Kátia Soraia poderá ter um único mail @foreignministry.pt onde quer que esteja e aproveitar o tempo que isto lhe poupa para mudar o seu nome no registo civil da loja do cidadão.

 

Os diplomatas estão muito zangados com isto tudo. O Vasco Graça Moura também está muito zangado, mas disfarça bem. Todos estão muito zangados com a escolha da lingua inglesa para o email. Não há direito, realmente, que o Ministério cujo objectivo é o da divulgação, manutenção e representação da vida portuguesa no mundo, se apresente ao mundo com um endereço electrónico que toda a gente compreende. Não se faz.

 

É muito mais giro, isso sim, além de termos de soletrar o nosso nome exaustivamente a todos os estrangeiros (ter João no nome é uma coisa espectacular, garanto-vos), ainda ter um endereço de email todo cagão cheio de coiso(ponto)maisaquilo(ponto)datuteladeste(ponto)aoabrigodaquele(ponto)Pêtê. E depois cada vez que mudamos de país (coisa que acontece ocasionalmente a quem everede pela carreira diplomática, digo eu) mudar de email e confundir toda a gente outra vez, só pelo gozo da coisa!

 

A língua portuguesa, coitadinha coitadinha, é maltratada de outras maneiras. Não é maltratada pelo acordo ortográfico, nem pelo governo, nem pelos nemésis todos do Vasco Graça Moura., nem pelos rapazes práticos, inteligentes e eficientes do Departamento de Informática do MNE (mendem-me os vossos CV's, pessoal). A língua portuguesa é geralmente mal tratada pela preguiça e pela indiferença de ser bem falada ou bem escrita.

 

O artigo do Público faz uma tentaiva muito gira de ser moralista com esta frase: "Com os novos e-mails, pode-se imaginar três diplomatas, um em Lisboa, outro em São Tomé e Príncipe e um terceiro em Brasília, todos a trocar, em português, moradas de e-mail que acabam em foreignministry.pt."

 

Mas sou só eu que acho isto maravilhoso?

 




Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Sexta-feira, 09.05.2008




Sexta-feira, 09.05.2008

Palavras usadas por um ex namorado meu um dia. Juro. Dispus-me a namorar um belo ramalhete de otários a determinada altura da vida. Uns amores, todos, e óptimos na cama, todos. Adiante. Nada de amarguras que vou ter de cantar no coro do casamento de um deles um destes dias. E já basta o pseudo-ateísmo para me dar urticária com a coisa.

 

Isto de querer escrever posts sobre não escrever posts já é um assunto velho do blog. Tenham paciência, mas no fundo sou boa pessoa. Não quero deixar ninguém triste. Há umas duas ou três pessoas (uma, vá) que se calhar chega(m) aqui dia-sim dia-não e ve(em) ali o falo do Cutileiro paradinho, sem ejacular nem nada, e fica(m) triste(s). Eu quero ejaculação neste blog.

 

Ora imperial e ejaculação têm muito a ver, sim, já que pergunta. Acontece que me sinto pressionada para dizer coisas. E eu tenho um dom que deus-nosso-senhor-me deu de dizer imensas coisas quando niguém pede nem tem pachorra para ouvir. Já dize-las quando mas pedem, uma maçada.

 

Maneiras que quero ter orgasmos diários aqui no blog mas a pressão impede-me. Um pouco como... como é que arranjo uma metáfora para isto?

 

Anyways, gostava muito de entreter mais, de prespegar para aqui um Cirque de Soleil de orgasmos, pequenos, múltiplos, longos, gulosos... Mas hoje deu-me para isto. Amanhã prometo fotos de mulheres nuas, mamas ou escrever algo witty e acutilante sobre sexo ou uma citação do Oscar Wilde.

 

Hoje só servimos isto. Flat e sem pressão. A ver se deixo a frigidez.

 




"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill

mariajoaoso (arroba) gmail.com
 
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