Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Quinta-feira, 07.05.2009

 

 

Os Golpes são uma banda fixe. Têm os seu enquadramento muito bem definidinho para o que corre por aí nos dias de hoje, têm um som porreiríssimo, umas letras do mais apetitoso que há e um estilo do caraças. 

 

Além do espectacular guitarrista (sobre o qual não posso ser muito imparcial visto ser das pessoas mais baris que conheço), Os Golpes têm um frontman de fazer inveja a praticamente todas as bandas portuguesas, têm um baterista no ponto e um baixista que entrou automaticamente para a minha lista dos baixistas bizarros e cheios de pinta. Que são quase todos.

 

Esta canção catita é das melhores deles, mas há tanta coisa boa nos Golpes que vale a pena ouvir o albúm todo. Há tanto tempo que Portugal suspirava por rapazes à espera de raparigas à porta do colégio, educados por uma pátria ausente, a cantar sobre qualquer coisa que significa mesmo qualquer coisa.

 

Os Golpes, da Amor Fúria, estão aqui. E o disquinho está aí.




Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Quarta-feira, 29.04.2009

 

My feelings exactly, cão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Despedi-me)




Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Terça-feira, 28.04.2009

 

Amanhã seria o meu dia, se vivesse nos EUA. Por outro lado, se vivesse nos EUA provavelmente não seria uma Administrative Professional. Ou era desempregada ou era qualquer coisa glamorosa género empresária.

 

Como em Portugal não se celebra a nobre profissão de Secretária como deve ser; o mais que nos fazem é chamar qualquer coisa ridicula como Office Manager (como se alguém me deixasse managear seja o que for), resolvi celebrar sozinha.

 

Por ser uma profissional administrativa organizadinha e ter algum brio no meu trabalho, vou deixar-vos aqui a ordem de trabalhos de amanhã.

 

9.36: Chegada ao trabalho 6 minutos atrasada, e com o peso da culpa de cada minuto de atraso directamente proporcional à fome de não ter ainda comido nada.

 

10.15: Pedido de "uns minutinhos para falar" ao boss. Os homens não gostam destas coisas. Um "temos de conversar" é remédio certinho para ninguém me aborrecer mais durante o dia.

 

11.32: Ligar para a loja a saber se o meu bolo comemorativo já está pronto. Mereço todas as calorias que o bolo terá.

 

13.01: Chamar o elevador e sair do edifício para ir almoçar, sozinha, e comemorar o almoço especial de dia da Secretária. Em havendo vou pedir alheira.

 

14.59: De volta ao trabalho, peço desculpa pelas quase 2 horas de almoço por ser um dia especial para mim, mas provavelmente não estará cá ninguém a quem pedir desculpa.

 

16.00: Chega o bolo.

 

*via cakewreks

 

15.23: Lavar a loiça (um prato e um garfo) e perguntar se alguém quer o canto azul do bolo que sobrou, mas ninguém me responderá.

 

18.30: O meu trabalho (nenhum) está feito e arrumo as coisas para me ir embora.

 

18.32: O boss vem ter comigo e diz que já está disponível para falar e vamos para a sala de reunões.

 

20.26: O meu trabalho está feito e arrumo as coisas para me ir embora.

 




Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Sexta-feira, 24.04.2009

 

Bom fim-de-semana e bons festejos!




Sexta-feira, 24.04.2009

 

Cresci a olhar para esta imagem. Estava na sala de jantar dos meus avós uma réplica, bem grande, e ficava mesmo por cima da cabeça da minha avó e de frente para mim quando lá ficava em casa. Antes de saber ler, a minha atenção neste quadro ia sempre para a menina da última janela, que era bonita e parecia feliz e tinha uma flor no cabelo. Isto deve ter acontecido porque evitava concentrar-me nas caras que metem um bocadinho de mdo e que ficavam a ver-me comer.

 

Quando aprendi a ler, a frase "a poesia está na rua" foi lida por mim muitas vezes à mesa, devagarinho - a pôésia estáaa na Érre e U .. RUA. Depressa se tornou numa frase que significava almoços de verão com gelatina de sobremesa, diabruras com a minha prima, Maria-João-pára-de-engonhar-e-come-a-sopa, etecétera e tal.

 

Um dia os meus pais, como quem explica pela primeira vez a um filho como se fazem os bebés, sentaram-me ao pé deles num feriado, tocaram discos do Zeca Afonso e contaram-me, com muito tempo , muito carinho e muitos pormenores o que foi o 25 de Abril. No fundo, os meus pais contaram-me, pela primeira vez, o que eram  para além de serem meus pais. E desde esse dia, nunca mais vi o quadro dos meus avós com os mesmos olhos.

 

Como se automacticamente tivessemos criado uma tradição familiar naquele dia, todos os anos, desse para a frente, na minha casa se contaram histórias do 25 de Abril. Sempre histórias novas, sempre histórias mais intensas com o passar dos anos, adivinhando a minha crescente capacidade de digerir histórias mais pesadas. Os amigos presos, os amigos exilados, os sustos, os insultos na rua, a felicidade daquele dia, a minha mãe com pneumonia a sair para a rua, a minha avó com medo do fim do mundo a comprar enlatados.

 

E com cada ano que passava, lá voltava eu a casa dos meus avós, sentada à mesa de jantar a dar mais e mais significado àquele quadro. O casal apaixonado a beijar-se na rua, a família de cinco pessoas à espreita pela janela, o olhar determinada do quem lidera o corso na rua... Nunca mais vou ver essa imagem sem parar, um bocadinho, a cumprimentar todas as pessoas que lá estão, a ilustrar a história dos meus pais e do meu país.

 

Secretamente, e cheia de peso na consciência, pensava que gostava de ter vivido tudo aquilo, não ter crescido com a minha liberdade adquirida, ter tido um dia assim, para sair à rua e celebrar uma vitória com o resto do mundo. É só hoje que vejo que ter nascido depois de 74 é uma benção escondida. É nascer na liberdade de poder ser mulher, como quero, e poder fazer com as minhas ideas o que quero. E ao mesmo tempo poder agradecer por ter tido este Pai e esta Mãe, que tanto fizeram para que percebesse o privilegiada que sou.

 

 

 




Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Quinta-feira, 23.04.2009

 

Desde a morte da Senhora-Dona-Amália que vivo na esperança que alguém pegue na sua música e faça um "Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes" com as suas canções. Mas isto não. Não nos vendam isto, pelo-amor-da-santa.

 

Não há direito de virem um bando de incapazes dos quais é politicamente correcto gostar, pegar numa ideia espectacular que muita gente teve antes deles mas teve a calma e o bom senso de não se atirar de cabeça, executá-la com a pior qualidade e brio profissional que algum "projecto musical" já fez em Portugal e arruinar as hipóteses de alguém com talento alguma vez poder fazer algo semelhante no futuro.

 

 

Os Projecto Hoje, uma banda da geração em que as bandas já não são bandas, são Projectos.

 

 

P.S. Hesitei em escrever este post pela simples razão de já estar escrito o melhor post de todos os tempos. Mas teve de ser.




Quinta-feira, 23.04.2009

 

Ainda tenho o meu, em estado espectacular, igualzinho a este, com bué jogos e o seu respectivo fanny pack. Ninguém era alguém nos early 90's sem um fanny pack, ok?

 

Lá em casa jogamos na casa de banho. E você, onde jojga o seu?

 

 

Adenda: vejam por favor esta timeline fantástica do Gizmodo


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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Terça-feira, 21.04.2009

 

 

 

Sabem daqueles dias. Sabem, né? Dias assim de alvoroço em que tudo nos liga, tudo nos quer (mal), tudo nos questiona. Ontem tive um desses. Andei a mil e fiz mil coisas. Quando estavam as mil coisas feitas aperece meia coisa para fazer, mais cmplicada que as outras mil juntas. Às tantas tive de ir atravessar a cidade por causa de uma assinatura.

 

(Não tenho carta de condução. Eu sei que devo dizer isto post-sim post-não. Mas não tenho, não me chateiem, é fixe não ter. Ou seja ando muito de taxi, que andar de transportes deprime-me um bocado. Às vezes chego a não ter dinheiro para comprar pão. Mas ando de taxi, gosto muito, não me chateiem, é fixe andar de taxi. Além da experiência social que comporta, e de me consolar falar com alguém no caminho já que trabalho num sitio onde ninguém fala o dia todo, andar de taxi é a coisa mais cómoda do mundo, não me chateiem) 

 

Maneiras que fui de taxi atravessar a cidade buscar a assinatura. Ao chegar trazia uma pastinha muito larilas, uma gabardine na mão porque em 2009 o tempo é cretino e nunca se sabe o que o cabrão vai fazer, a minha mala cheia de coisas fixes tipo o termo do café, as chaves do escritório na mão (com um urso panda de porta chaves que me calhou num ovo kinder gigante) e o troco do taxi. Muito nervosa porque não tenho tempo para nada, fiz cara de coelho e disse I'm late, I'm late! e atirei com a porta do taxi para fechar.

 

A parte engraçada desta história é que deixei lá o dedo. O polegar. Na porta do taxi. Fechada. Isto é mais uma daqueles histórias que não interessam nada, eu sei. Foi o costume. Gritei um palavrão, atirei com tudo para o chão muito dramaticamente, uma senhora veio ajudar-me e eu disse-lhe que estava tudo muito bem obrigada, fingi que podia ignorar a dor lancinante que sentia do polegar até à orelha direita e voltei para o trabalhinho.

 

Agora sofro muito (por esta altura já entrou a parte mais calminha da musica, espero) e tenho uma unha toda preta que cairá eventualmente, para nojo de todos os que me rodeiam. E é assim, não há moral da história. Acho eu. Se calhar tenho de me acalmar um bocado. De há um ano para cá conta-se um atropelamento, uma queda de escadas, um entalão no polegar, várias queimaduras de cozinha e vertigens mensais.

 

Dói-me tanto. 

 

P.Ps. Entretanto a senhora do meio, caso perguntem, não é a Júlia Pinheiro.


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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Quinta-feira, 16.04.2009

Há muito poucas situações que não se resolvam ao ligar o ipod e ouvir, no ouvido direito, o Young Americans pelo menos umas 3 vezes durante o dia.

 

 

 

 

Não é?




Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Quarta-feira, 15.04.2009




Quarta-feira, 15.04.2009

E se eu não morresse nunca, e eternamente buscasse e falhasse todas as coisas.




Quarta-feira, 15.04.2009

Faz-me sempre muita confusão saber de notícias respeitantes ao nosso país através de notícias do lado de lá do Atlântico.

 

 

A revista Scientific American  (não fosse isto um blog ciêntfico, man!), publica este mês um artigo online intitulado "5 Years After: Portugal's Drug Decriminalization Policy Shows Positive Results " no qual aprendemos os resultados de 5 anos de política de descriminalização do consumo e posse de drogas (até determinada quantia). Os resultados, só para que não haja enganos, são positivos. Muito positivos.

 

De acordo com o estudo realizado por Glenn Greenwald do Cato Institute desde 2001 que a morte por overdose desceu de um número à volta das 400 pessoas por ano para 290, e o número de infectados pelo vírus da SIDA dfecorrente de práticas relacionadas com o consumo de droga desceu drasticamente de 1400 mortos em 2000 para 400 em 2006.

 

De notar também que, ao contrário do que muita gente pensou na altura, Lisboa não se transformou num cidade de consumo desenfreado de droga, nem num centro convidativo ao comércio da mesma. Não mais do que já o era. O que aconteceu foi simplesmente que o foco no acompanhamento, melhores condições de consumo, higiene e controlo de qualidade das substâncias, fizeram não com que a prática passasse a ser banal, mas com que as condições para a pártica fossem melhores.

 

Esta notícia não é asim tão escondida, uma simples busca pelo google news pode revelar que ma boa série de serviços noticiosos estrangeiros e até mesmo blogs, que falam sobre o assunto. O nosso país está neste momento a ser visto como um caso de sucesso, e uma excelente ideia.

 

Agora, tenham paciência, porque é que temos de levar telejornais de hora e meia com notícias cretinas todos os dias, e coisas importantes como esta não sabemos?




Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Terça-feira, 14.04.2009

 

 

Lindsay Lohan's eHarmony Profile from Lindsay Lohan



Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Quarta-feira, 08.04.2009

Acho que é seguro dizer que todos nós tivemos um professor que consideramos uma grande influência na nossa vida. Às vezes nem sempre pelas melhres razões, mas muitas vezes por uma razão simples e ternurenta que ao olharmos para trás, define um ponto de viragem na nossa vida. Eu tive a sorte de ter tido se calhar mais do que um.

 

Além dos professores em pequenina que eram da minha família (literalmente da minha família) tive uma espectacular professora de ingês/motard que nos punha a traduzir músicas dos Guns & Roses nas aulas, um professor de Latim que me ensinou o que é a tolerância e a bondade, uma professora de matemática que explicava equações com golpes de karaté ,e uma professora que um dia cheguei a chamar a minha segunda mãe.

 

A última foi minha professora de filosofia. Não era nada fácil ensinar filosofia a putos de 16 e 17 anos. E ainda hoje estou para saber como é que esta senhora nos pôs a todos a discutir Nietzsche com uma paixão tão intensa. A verdade é que, olhando para trás, era preciso muito arrojo para entrar numa sala de aula com um leitor de cassetes, pôr a tocar Wagner durante duas horas e dizer: ninguém sai daqui sem me porque é que o Nietzsche gostava desta música. E nós garantidamente chegávamos lá.

 

Há dez anos atrás deste dia, a nossa professora de filosofia entra na sala de aula e diz: Durante esta semana não vos dou aula (facto que genuinamente nos entristecia) até que todos vocês tenham visto o Matrix. Quando todos tiverem visto, falamos.

 

É escusado dizer que esse foi um dos pontos de viragem da minha adolescência, e imagino que de muita gente. E com muito orgulho posso dizer que foi graças à situação da jarra do Oráculo que o Neo parte, que me pus a pensar seriamente e pela primeira vez no que andava cá a fazer e o que raio significa isto tudo.

 

Hoje celebramos o Matrix, o primeiro, claro.

 




Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Terça-feira, 07.04.2009




Terça-feira, 07.04.2009

 

*Via OMG That Rocks, mais uma vez, foi o Aurea quem me apresentou.

 




Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Segunda-feira, 06.04.2009

Gosto de ter este blog internacional onde aparecem pessoas de toda a parte do globo querendo encontrar respostas às suas angústias. Sinto-me contente por conseguir responder a perguntas como "o que é uma estaminal" e "para que serve a internet". Mas aflige-me muito não conseguir satisfazer o leitor mais inquisitivo e persistente. Como é o caso do ocasional "madalena brandão nua" e "são josé correia sexo". São perguntas estimulantes. E eu falho consecutivamente. Mas a de hoje é que até agora mais me estimula: "nelo silva e cristiana o que é que você quer".

 

Eu queria muito poder responder à pergunta "nelo silva e cristiana o que é que você quer", mas não consigo. A culpa nem é da sintaxe, poderia ser. O Nelo Silva e a Cristiana  são duas pessoas distintas, eu sei porque já os vi juntos no mesmo sítio na Covilhã. Por isso é de crer que a resposta à pergunta "nelo silva e cristiana o que é que vocês querem'" seria mais fácil. Mas não é.

 

Reparem, eu não sei o que eles querem. Nem sei mesmo se os próprios sabem o que querem. São pai e filha e cantam sobre amor. O amor entre...hmmmm... amantes. Pai e filha.... amantes. Não sei o que querem, e se calhar nem quero saber.

 

Ocorreu-me que o leitor poderá estar a perguntar-me a mim o que eu quero, no contexto Nelo Silva e Cristiana. Sendo assim escolhia a Cristiana, que é mais novinha, tem mais para oferecer e não é tão chata como o Nelo nas canções. Mas depois penso que a Cristiana, coitada, não é nenhuma "coisa". A pertinente pergunta "o que é que você quer" refere-se a um objecto, situação, sentimento, vá. Por isso se calhar, no contexto Nelo Silva e Cristiana, o que eu quero é forrobodó. Serve, não serve?

 

 




Segunda-feira, 06.04.2009

À pessoa (senhora, presumo) que veio aqui parar em busca de "compro vestido usado Herve Leger" eu digo: também eu. 

 

Mas só compro aquele usado que foi usado pela Lohan...

 

 

Ainda por lavar, fachavor.




Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Quinta-feira, 02.04.2009

O blog do homem, digo-vos isto com a mais profunda sinceridade, é dos melhores blogs do momento. Fosse ele ou não fosse artista, cantor ou raio que ele é. O blog de Kanye West é o equivalente ao diário de um homem renascentista, não fosse o próprio um real homem do renascimento. É um blog que visito todos os dias religiosamente, tal como o BoingBoing, Neatorama, Gizmodo, ou Coolhunter. Uma das vertentes é uma rubricazinha à-la "e deus criou a mulher" em que nos apresenta um mulheraço por dia. Hoje, meus amigos, hoje Kanye apresenta-nos a Helena Coelho. Sim, a nossa Helena Coelho.

 

Eu ando há anos (anos, caraças!) a dizer que a Helena Coelho é a mulher mais espectacular que temos cá. Não há ninguém no nosso país que conjugue tudo como ela. Os olhos, os lábios, as mamas, o rabo (meuDeus, vejam-me aquilo) o narizinho, o cabelo...

 




Quinta-feira, 02.04.2009

 

Não há neste momento em todo o mundo uma pessoa com uma visão como a de Kanye West. Quem não o conhece, ou quem acha que ele é apenas um cantor de Hip-hop, rapper ou algo do género, por favor façam a gentileza, para vosso próprio bem, de ouvir pelo menos uma vez (se conseguirem) o Flashing Lights(Graduation), o Love Lockdown (808s) , Streetlights (808s) ou mesmo o The Good Life (Graduation).

 

Aliás, aliás, eu recomendo a leitura deste post ao som dele, pelo-amor-de-Deus!

 

 

 

Ok, vamos a isto. Primeiro post sobre o Kanye na série de muitos que aí vêm.

 

O 808s foi gravado no decurso de 3 semanas (três!) imediatamente após a morte acidental da mãe de Kanye. A voz foi gravada e remasterizada em Auto-tune e todo o album foi feito numa Roland TR-808 :

Não posso dizer mais nada tecnicamente sobre este album porque não tenho qualidades para isso. Mas posso afirmar com muita segurança que este é o album Pop da década. Vou repetir, que é para ninguém pensar que estou a ser exagerada:

 

O 808s and Heartbreak é o album pop da década. E como tal, o 808s é arte.

 

Começa por um Say you Will, tão sofrido, tão comedido e tão tímido, que tememos a todo o segundo a chegada do heart break. Porque o coração ainda não se partiu em Say you Will, o coração está simplesmente a sangrar, pingo por pingo, docemente a tentar que reparem nele. Mas é logo a seguir, em Welcome to Heartbreak que o caldo entorna. Kanye dá início ao circo da dor e impacto que é o album, apresentando-nos à personagem principal: o pobre menino rico (ele) que se mete com as miúdas erradas, gasta dinheiro estupidamente e conseguiu tudo o que queria na vida. Quem não conheça a arte de Kanye facilmente se indignaria. Mas uns minutos de atenção é suficiente para se entender o seu universo. Heartless vem a caminho, com rancor, mostrar-nos com balanço que uma mulher é um demónio, mesmo quando é uma deusa, e a apoteose muda chega com Amazing, onde nos encontramos dentro da cabeça de Kanye em palco, a ouvir a musica ao longe e a assimilar a nossa propria influencia no público. E aqui muda o disco, entra Love Lockdown, uma musica tribal africana minimalista. Não consigo dizer mais, oiçam-na e julguem o homem. (ele finge que não, mas adora ser julgado).

 

Quando o riso de Paranoid entra pelos nossos ouvidos, não há ninguém que consiga ficar sentado. Kanye obriga-nos a celebrar com ele a existência de pessoas loucas, que continua em Robocop, música que estou 100% convencida ser sobre a Lohan.

 

Streetlights dá vontade de chorar de tamanha beleza que é, e muito sinceramente, restaurou a minha fé na música actual. De tal maneira que, para mim, Bad News, See you in My Nightmares e Coldest Winter são extensões naturais da mesma música, e um final épico para uma obra de arte deste tamanho.

 

 

Não me levem a mal a descrição exaustiva, mas estou em crer que Kanye é aquilo que vai fazer a ligação entre o presente (o estado de merda em que a música pop está), e o futuro genial que nos espera. A verdadeira tragédia do nosso tempo é a morte da originalidade. E , enquanto fazia o seu luto, Kanye encontrou-a.

 

 

 

 




Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Quarta-feira, 01.04.2009




Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Quinta-feira, 26.03.2009

Por favor leiam o seu Jesus is Magic. 

 

 

(Ele nem sabe que eu já li, aliás, ele ainda nem me disse que acabou de escrever um post. Por detrás de um grande homem há sempre uma grande stalker!)




Quinta-feira, 26.03.2009

 

Só para mostrar que eu não inventei, tá? O Perfume de testículo de gambuzino islandês existe mesmo, estava era escondido no meu MSpaint.

 

 




Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Quarta-feira, 25.03.2009




Quarta-feira, 25.03.2009

 

Confesso que estava aqui a conter-me. Não queria passar pela vergonha imperdoável de não escrever no blog nada de jeito desde dois mil e sete, e vir para aqui disparatar palavras ao mínimo sinal de um regresso do Cohen à minha vida. (Sim, à minha vida). Mas a Guida deu-me o mote nos comentários, no fundo a Guida deu-me autorização, a Guida, aliás, incentivou-me a faze-lo. Peço desculpa, mas não no sentido de um "I'm Sory" como dizem os ingleses. Porque esse implica ter pena, e eu não tenho pena nenhuma, só não quero é ter culpa.

 

O Cohen vai voltar a Portugal. no dia 30 de Julho. No dia dos anos do meu Pai, que é emigrante e que virá a Portugal nessa altura. O meu pai despreza o Cohen e tem inclusivamente um bocadinho de nojo que a filha dele goste de um tipo que "já no tempo dele era velho", e que tem ar de libidinoso. Quando eu tiver um filho que nutra desejos sexuais pela Fiona Apple em 2045 talvez compreenderei.

 

Quando o Cohen voltar a Portugal no dia 30 de Julho (eu jurei que não ia fazer disto uma composição da quarta classe, mas perdoem-me, estou a falar do meu brinquedo favorito) provavelmente não vou ter dinheiro suficiente para o ir ver como gostaria;  para ir para os lugares de 75 euros, comprar um vestido Herve Leger, uns Christian Louboutin de agulha, uma mega ida ao cabeleireiro, um perfume feito de qualquer coisa semelhante a testículos de gambuzinho islandês, e acima de tudo comprar meio litro de coragem para o ir convidar a vir comigo a uma suite do D. Pedro. (os tomates de gambuzino islandês diz que  não possuem essa qualidade)

 

Esta foi a única fotografia que consegui salvar da última vez que o vi. A minha máquina fotográfica achou que tinha sido importante numas quantas viagens e férias e festas de anos, mas estou convencida que, tal como a dona, ela não aguentou a importância e emoção deste dia. A dona chorou, a Pentax morreu.

 

 





"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill

mariajoaoso (arroba) gmail.com
 
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