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Célula Estaminal

Célula Estaminal

08
Mar06

Ali Farka Touré 39-06

Domesticada


Ali Farka Touré foi o guitarrista africano mais aclamado pela crítica internacional, gravou juntamente com grandes nomes e fez umajunção da musica tradicional do Mali (a sua terra natal) com o Blues. Ali Farka Touré nunca teve aulas, nunca niguém lhe ensinou nada, nunca precisou de aprender. Foi sempre um auto-didacta e é se calhar essa a característica que mais aprecio nele.
Morreu segunda feira, durante o sono. Para trás ficam albúns como o Talking Timbuktu, gravado com Ry Cooder, e a excelente musica Ai Du que ainda ponho a tocar ao acordar. Não a consegui encontrar, ficam com este African Blues.
07
Mar06

A propósito do dia da mulher

Domesticada
Tenho uma colecção de CD's que, penso eu, deveria fazer inveja a muita gente. Tenho a casa decorada com algumas peças de design carérrimo e uns posters nas paredes que me duraram anos a encontrar e são verdadeiras relíquias. Tenho um compêndio dos meus (quase todos) filmes preferidos em dvd, carradas de preservativos numa caixa que diz TEA e imensa roupa gira no armário que era para ser temporário há 2 anos atrás. Uns candeeiros super-fashion, uma vista linda para a ponte e as amoreiras, uma colecção de óculos escuros e muitas outras coisas facilmente cobiçáveis. Mas de que é que têm inveja?... O que me pedem emprestado sempre que cá vêm os meus amigos/as?... Isto:
06
Mar06

Putting things in perspective

Domesticada
Enquanto o Blogger me troca as voltas e não consigo aceder ao blog vou tratando do post dos óscares que tem de ser feito, não descurando o importantérrimo post que está mais abaixo se deus-nosso-senhor-quiser e isto não tiver ido tudo com os porcos, apesar da minha paranóia me dizer que o que aconteceu foi que escrevi tomates mais que uma vez e os senhores do blogger resolveram-me censurar. O que afinal vem a provar que o senhor que estava na Almedina na sexat feira tinha razão e existe realmente censura na blogosfera. Ai que me perco.

Como filha do pai que sou desde os 6 anos que vejo sem falta todas as noites de óscares. Fico numa excitação ridícula, faço carradas de comida, chamadas para toda a gente sem conceber que alguém não queira ver os óscares e acabo sempre por juntar malta que está preparada para a festa até perceber que no fundo a cerimónia é uma seca e que eu levo aquilo tudo demasiado a sério e saem assim mais ou menos no prémio de melhor banda sonora original depois da visão aterradora da Dolly Parton e a sua prateleira de mamas sintéticas. O Red Carpet este ano foi o que se esperava. As pirosas das americanas ainda não perceberam que se nasceram loiras, brancas e esquálidas não devem usar cru, beige, branco ou qualquer outra cor da família com o perigo de parecerem que morreram e ninguém as avisou. Dentro do piroso a Salma Hayek estava um estrondo de boazuda, amei. Uma coisa triste nestas noites de óscares contemporâneas é que se deixaram de ver algumas figuras clássicas para ficarem só os cadáveres. Julia Roberts, Richard Gere, Clint Eastwood, Tom Cruise, a Jolie??... Triste, triste. Ficam só as vedetinhas ex-dawson's creek e a malta que já passou de prazo e o único gajo que vale a pena ver a noite toda é o grande Jack Nicholson e os seus ever so sinister óculos escuros.

(Robert Altman ajudou a fazer descer à terra o bando de estrelas que o assistiam e nós, em casa, embasbacados com todo o glamour. Fazer filmes, disse, é como fazer castelos na areia. Juntam-se uns amigos, bebem-se uns copos e faz-se um castelo ali na praia. Depois é ver o mar a vir e cada onda que passa leva-nos o nosso trabalho até ele não existir mais. E, tal como os filmes que faz, esses castelos ficam na nossa memória, e nada mais. E é esta caracteríistica do cinema, a sua efemeridade que muitas vezes nos esquecemos, e que foi tão brilhantemente exposta n'A Sombra do Vampiro de E. Elias Merhige e que a muita gente passou ao lado.)

Ninguém mereceu óscar a não ser o Phillip Seymor Hoffman, mas também não vi mais filme nenhum ainda por isso estou céptica. Parece-me no entanto que a puta-da-gueisha não devia merecer seja o que for e que mais valia os larilas das vacas terem ficado com prémios técnicos para não sairem de lá a fazer beicinho. Mas isto nada interessa. O que interessa é o Jon.

O John Stewart esteve tão bem, tão bem que... que por momentos me deixou de fazer sentido ver os óscares, tal foi a ridiularização que fez de hollywood, deles próprios e da américa em geral. Os sketches de "campanha" dos actores estavam geniais e a piada da Bjork (Bjork couldn't make it because as she was trying on her dress Dick Cheney shot her)foi das coisinhas mais engraçadas de sempre. Stewart é um querido delicioso que apetece apertar as bochechas e agradecer por voltar a trazer o glamour cínico ao kodak theatre e tirar de lá o Chris Rock que gritava que se fartava. Umas palmadinhas no rabo da academia com luva branca("let me just say this: Three 6 Mafia: one oscar, Martin Scorcese: zero" ) e uns pontadas de humor anti-sociedade americana que vos deixo para o final:
"I'm from New York and I've been here a week and a half. A lot of people say this town is too liberal. Out of touch with mainstream America. A modern day beachfront Sodom and Gomorrah. A black hole where innocence is obliterated. An endless orgy of sexual gratification and greed. I don't really have a joke here...and I just thought you should know a lot of people are saying that."

Capote showed the world that not all gay people are virile cowboys - some are actually effete New York intellectuals.
06
Mar06

Ora bem

Domesticada
Vamos lá despachar o post sobre sexta-feira na Almedina e seguir com a vidinha que já é tempo de pensar em coisas sérias como o lábio luperino do Joaquim Pheonix, por exemplo. Todo o gajedo de quem gosto estava lá e elas sabem quem são por isso não linco ninguém que ninguém precisa (claro que estou a brincar, já linco a malta toda, tá?). Preciso eu de tirar isto do peito. Descobri finalmente a diferença entre o feminino e o masculino. O masculino teria tomates para, por exemplo, falar com o Pedro Mexia que esteve à minha frente o tempo todo, com a sua gabardine azul-petróleo entre o vintage e o nunca-largarei-esta-gabardine-porque-era-do-meu-tio-américo-que-ma-deixou-antes-de-se-juntar-à-legião-estrangeira. Eu queria dizer-lhe que o mail idiota que uma vez recebeu era meu e mostrar-lhe que até sou uma gaja boazona e giraça. Mas depois ele pôs-se a falar da beleza masculina e tal e eu meti-me na minha toca porque achei sendo eu uma gaja que acha o Phillip Seymor Hoffman um pãozaço e que mais facilmente me perdia nos braços dum John Malkovitch que nos dum brad pitt qualquer (reparem no pormenor da minúscula), não tenho muita moral para falar da beleza masculina. Falta de tomates, portanto. Este blog, por exemplo é feminino porque eu digo tomates. Neste post já disse tomates umas 3 vezes, por exemplo. E digo por exemplo muitas vezes também porque tenho falta de muletas linguísticas que, por exemplo, os blogs masculino usam muito bem. A rititi também diz tomates e pila e caralhinhos e isso tudo. E diz ao vivo e a cores também. Os homens não dizem tomates nem pirilau nem pénis nem essas coisas, porque têm blogues masculinos. Dizem coisas como : "esta é uma mulher por quem me perdia" ou "a pureza cândida da Rachel Weiss". Eu não vejo pureza cândida nos homens. Vejo alguns que, por exemplo (estão a ver, outra vez), têm cara de quem faz grandes cunnilingus ou outros com ar de portento energético na cama ou aqueles também que gostam de festinhas e mimos e essas tretas depois do sexo. Não se deixem enganar que eu como toda a gaja gosto muito dessas tretas depois do sexo, quando o sexo é bom. Quando é mau geralmente arrependo-me. Adiante. Os blogs femininos de vez em quando precisam destas ordinarices pegadas, porque como disse a Rititi (ou terá sido a Vieira?)com muita razão, os homens vêm blogs femininos porque lhes dá tusa. E eu realmente só tenho aqui falado de coisas pouco excitantes e de vez em quando convém escrever umas asneiradas para eles verem que sou uma rapariga sensível mas que também posso ser uma amigalhaça daquelas que vão para os copos e falam dos cus das gajas com eles ao lado e ao mesmo tempo hiper-sensual. É lixado ser miúda. Claramente a parte do ser hiper-sensual é pouco conseguida neste blog, mas fica a intenção.
Gostei muito de ver o meu querido Exactamente de quem (juro, juro) às vezes até tenho saudades, de conhecer a Luna que é adorável, de ver uma companheira de ipod que lá estava a quem continuo a dever 10 euros e que me vai dar um par de estalos por estar a falar nisto outra vez mas a verdade é que nunca lhe pago, e de ver/ouvir a Vieira que é uma senhora e não precisa de fazer estas figuras tristes como eu em posts porque pensa mais do que uma vez naquilo que está a escrever.

Ah, ter um blog.
03
Mar06

Girl meets Boy

Domesticada
Two years later here we are lying in bed again, next to each other. Loving each other too much to even get closer. My good friend, the true friendship test I passed with distintion. Two years later he comes back from Greece to be with the people he's been talking on the phone to every other week. There is no other hair in the world I could be so happy to be fondling.
-I dont get it, honey, how come you have no boyfriend? You are the sweetest person.
-I don't want to.
-You must get lonely sometimes.
-I do.
-With just that bitchy cat of yours...
-Yeah.
-Just grab one of your date-guys and do it.
-There's just no way I can fall in love, I get tired of it.
-Honey...
-hmm?
-You don't even give them the chance
-Well, the cat does, and she knows better. She can be bitchier then me.
03
Mar06

Sexo (?)

Domesticada
Há meses que não o via, talvez para não se chatear, ou para não voltar atrás na decisão firme de então. Resolveu vê-lo, ir a um dos seus concertos. Já não tinha a paciência dantes para as tretas que diz em palco e para o seu grande talento e arte que agora sabia serem fruto de neuras muito mais profundas. Cada frase cheia de emoção e sentimento dita ao SM58 batiam no amplificador, passavam ao monitor e retornava um grande feedback na cabeça dela. "Que bando de tretas que este gajo diz", pensava.
Mais uns acordes, um original. O dia em que inventou aquela música estava a ouvir um cuco lá fora e reproduziu as notas. Criou. Como criava de cada vez que se sentava ao piano sem nunca ter estudado uma escala musical. Depois sentava-se ao lado dela, acendia um charro já feito de manhã e contava-lhe a história de como um dia nas provas para o conservatório mandou todos à merda. As meninas que o ouvem no concerto suspiram por ele e ele sabe que nunca vai olhar para elas, enquanto tiver a guitarra no colo. Está tão envolto na sua neurose que nem percebe o mundo à volta, nem quer admitir que existe. Nem ela sabe como a realção deles chegou tão longe, tantos meses de encontros, fins de semana em casa um do outro e outras inúmeras desculpas para a manter a relação que os dois diziam ser estritamente sexual.
Desta vez, pela primeira vez, ela tinha levado consigo o melhor amigo. Os dois a ouvir o artista em palco. O melhor amigo pisca-lhe o olho e chama-a mais perto. Sussura-lhe ao ouvido: "Não sei como é que não te apaixonaste por este gajo." Pois
.
02
Mar06

"Old school, new school, mid-school. What' you gonna do when you get out of law school?" *

Domesticada
Já lá vão os tempos em que dava um saltinho à livraria Almedina para olhar com misto de interesse e repugnância para os livros de direito que tanta dor de cabeça me davam. Agora vou à Almedina com a sensação libertadora de ver e comprar livros a sério, daqueles que se gosta de ler. Amanhã, por exemplo, vou à Almedina às sete da tarde. Não vou comprar nada porque isto depois do carnaval anda muito mal. Vou ver umas senhoras e uns senhores falar dessa coisa que já ganhou pernas... os blogues femininos. Ou no feminino. A sensação será ainda melhor que das últimas vezes. O facto de andar nisto dos blogues há quase tanto tempo quanto o que perdi a estudar direito traz-me uma paz de alma imensa.
Escrever o que apetece num blog só pode ser remotamente comparado à sensação de resolver um caso práctico de Administrativo em 20 minutos. E na blogosfera ao menos não há quid juris? a pairar. É tudo tão simples e cru quanto quisermos que seja. Eu quis ser uma college drop-out e fingir que sei escrever sobre ciência e amor e ódio e sexo e tal. E amanhã serei uma pessoa feliz às sete da tarde, a desprezar a estante do cantinho esquerdo da livraria como quem deixou o marido para ir viver para as ilhas gregas com o amante.

*o título, já agora, é um excerto da letra de Old School dos grandes Bran Van 3000, do album Glee.

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Falar de Blogues: Feminino/Masculino
3 de Março, 19:00 horas

A Origem das Espécies , Francisco José Viegas
Controversa Maresia , Sofia Vieira
Geração Rasca , André Carvalho
Rititi , Rita Barata Silvério

Continuamos a discussão iniciada em 2005: haverá mesmo diferenças entre blogues femininos e masculinos? Que diversidade se pode encontrar nos blogues assinados por mulheres?

Na Livraria Almedina Atrium Saldanha, Loja 71 2º Piso Lisboa
02
Mar06

Temos nova lincagem lá para baixo

Domesticada
(...adoramos inventar palavras e falar no "royal we")

Além dos blogs amigos (o arroz de bacalhau e o mundo da chapa) que valeriam o linque mesmo que não fossem as gajas que são, que eu sei que são e tal, temos:
o magnífico JOS no seu Turno da Noite,
o Perguntar Não Ofende que é uma delícia todos os dias,
o Geração Rasca que infelizmente para mim foi uma descoberta recente,
a Crónica das Horas Perdidas que é um blog feminino como podia não ser, mas que é bom e pronto
e finalmente o Blog Encalhado que é recém chegado e promete.

Ide visitá-los.

Pág. 3/3

"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill
mariajoaoso (arroba) gmail.com

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