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Célula Estaminal

Célula Estaminal

06
Mar06

Putting things in perspective

Domesticada
Enquanto o Blogger me troca as voltas e não consigo aceder ao blog vou tratando do post dos óscares que tem de ser feito, não descurando o importantérrimo post que está mais abaixo se deus-nosso-senhor-quiser e isto não tiver ido tudo com os porcos, apesar da minha paranóia me dizer que o que aconteceu foi que escrevi tomates mais que uma vez e os senhores do blogger resolveram-me censurar. O que afinal vem a provar que o senhor que estava na Almedina na sexat feira tinha razão e existe realmente censura na blogosfera. Ai que me perco.

Como filha do pai que sou desde os 6 anos que vejo sem falta todas as noites de óscares. Fico numa excitação ridícula, faço carradas de comida, chamadas para toda a gente sem conceber que alguém não queira ver os óscares e acabo sempre por juntar malta que está preparada para a festa até perceber que no fundo a cerimónia é uma seca e que eu levo aquilo tudo demasiado a sério e saem assim mais ou menos no prémio de melhor banda sonora original depois da visão aterradora da Dolly Parton e a sua prateleira de mamas sintéticas. O Red Carpet este ano foi o que se esperava. As pirosas das americanas ainda não perceberam que se nasceram loiras, brancas e esquálidas não devem usar cru, beige, branco ou qualquer outra cor da família com o perigo de parecerem que morreram e ninguém as avisou. Dentro do piroso a Salma Hayek estava um estrondo de boazuda, amei. Uma coisa triste nestas noites de óscares contemporâneas é que se deixaram de ver algumas figuras clássicas para ficarem só os cadáveres. Julia Roberts, Richard Gere, Clint Eastwood, Tom Cruise, a Jolie??... Triste, triste. Ficam só as vedetinhas ex-dawson's creek e a malta que já passou de prazo e o único gajo que vale a pena ver a noite toda é o grande Jack Nicholson e os seus ever so sinister óculos escuros.

(Robert Altman ajudou a fazer descer à terra o bando de estrelas que o assistiam e nós, em casa, embasbacados com todo o glamour. Fazer filmes, disse, é como fazer castelos na areia. Juntam-se uns amigos, bebem-se uns copos e faz-se um castelo ali na praia. Depois é ver o mar a vir e cada onda que passa leva-nos o nosso trabalho até ele não existir mais. E, tal como os filmes que faz, esses castelos ficam na nossa memória, e nada mais. E é esta caracteríistica do cinema, a sua efemeridade que muitas vezes nos esquecemos, e que foi tão brilhantemente exposta n'A Sombra do Vampiro de E. Elias Merhige e que a muita gente passou ao lado.)

Ninguém mereceu óscar a não ser o Phillip Seymor Hoffman, mas também não vi mais filme nenhum ainda por isso estou céptica. Parece-me no entanto que a puta-da-gueisha não devia merecer seja o que for e que mais valia os larilas das vacas terem ficado com prémios técnicos para não sairem de lá a fazer beicinho. Mas isto nada interessa. O que interessa é o Jon.

O John Stewart esteve tão bem, tão bem que... que por momentos me deixou de fazer sentido ver os óscares, tal foi a ridiularização que fez de hollywood, deles próprios e da américa em geral. Os sketches de "campanha" dos actores estavam geniais e a piada da Bjork (Bjork couldn't make it because as she was trying on her dress Dick Cheney shot her)foi das coisinhas mais engraçadas de sempre. Stewart é um querido delicioso que apetece apertar as bochechas e agradecer por voltar a trazer o glamour cínico ao kodak theatre e tirar de lá o Chris Rock que gritava que se fartava. Umas palmadinhas no rabo da academia com luva branca("let me just say this: Three 6 Mafia: one oscar, Martin Scorcese: zero" ) e uns pontadas de humor anti-sociedade americana que vos deixo para o final:
"I'm from New York and I've been here a week and a half. A lot of people say this town is too liberal. Out of touch with mainstream America. A modern day beachfront Sodom and Gomorrah. A black hole where innocence is obliterated. An endless orgy of sexual gratification and greed. I don't really have a joke here...and I just thought you should know a lot of people are saying that."

Capote showed the world that not all gay people are virile cowboys - some are actually effete New York intellectuals.

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"Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught." Winston Churchill
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