Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Segunda-feira, 23.06.2008

 

(para uma lamechice mais apurada, sugiro a leitura deste post depois de um toquezito no play do video lá em baixo) 

 

 

Hoje é o meu último dia de trabalho nesta empresa. Esta empresa cujas pessoas são fantásticas e no entanto são o seu mal. Onde todos os dias queria ver as caras de todos os dias, mas todos os dias desdenhava o dia em que decidi vir para cá. É complicado isto das relações laborais. Como filha única que sou, sempre desejosa de interacção, pessoas, conversa e animação, tenho dificuldades em não querer guardar para mim como amigos todas as pessoas que se cruzaram no meu caminho. Colegas de trabalho ou não.

 

Os colegas de trabalho, para mais quando são da nossa idade e background, são extremamente difíceis de não gostar, de não querer que façam parte da nossa vida, de não querer beber copos e contar tudo sobre tudo. Ao mesmo tempo são difíceis de gostar. Porque sabemos que vai sempre haver um momento em que eles, ou nós, vamos ter de ser assertivos, refilar com uma imperfeição no trabalho, chamar à atenção ou apontar uma injustiça. Estamos sempre numa luta interna sobre o que havemos de chamar àquelas pessoas que vemos mais vezes do que vemos os nossos namorados, pais ou gatos. Amigos, conhecidos, colegas, gajos, gajas, senhores, doutores?

 

Esta empresa trouxe-me, no verão passado entre caipirinhas de fim de tarde e tapas a passar pela hora de jantar, um grupo de amigos que se escaparam desta empresa um a um e me foram deixando para aqui. Espertos. E desse Verão cheio de trabalho e calor, vou guardar sempre aquela sensação boa de ter descoberto novas pessoas fixes, numa altura em que começava a duvidar se ainda as havia.

 

Trouxe-me também uma fornada nova de pessoas fixes com o inverno. E com elas jantaradas, noitadas no bairro e um atropelamento que uniu para sempre a minha Rosie e eu. Uma emoção pegada.

 

Não é possível não gostar desta gente. E no entanto dei por mim num lugar estúpido na minha cabeça em que nem desta gente já demonstrava gostar. E num lugar estúpido em que só falo de mim, em que não pergunto como estão, e em que me queixo todos os dias como a típica secretária que jurei nunca vir a ser.

 

Hoje é o meu último dia aqui, com as devidas despedidas da praxe e um fim de tarde de happy hour na esplanada de preferência. Não consigo estar triste, desculpem. E fiz este post para eles, desculpem os outros. E não tenho actualizado o blog quanto devia, peço desculpa a todinhos todinhos.

 

New day, new dawn, new life, e todas essas coisas. Espero eu.

 

I'm feeling good.

 

 




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